sábado, 23 de março de 2013

4 casamentos que não valeram 1



Sempre sonhei, como a maioria das mulheres, em casar, construir uma família, ter filhos e ser feliz...

No meu caso, em particular, era mais acentuada essa vontade por eu ter uma carência de atenção de pai e mãe e uma família, completamente, desestruturada.

Primeiro casamento: 16 anos. Duração 5 meses mais o tempo de espera para poder legalmente nos separarmos.

Conheci meu primeiro amor, M., aos 14 anos, com 16 anos estávamos casando. Foi uma época linda. Tudo era o máximo. Depois conto detalhes em outras postagens mas acabou. Não porque eu queria mas ele estava com outra e não tinha mais como continuar. Era novinha e não queria isso pra mim e ele era novo, também, 18 anos.
Ele queria viver tantas coisas e no fim, colocou a moça pra morar na mesma casa onde era nosso lar.

Após 2 anos nos divorciamos.


Segundo casamento: 27 anos. Total de namoro e casamento foram de 2 anos.

Fazia pouco tempo que estava indo numa igreja e falava pra uma amiga que quando eu fosse na igreja dela, ia conhecer o meu marido.
Comecei a ir em outra igreja e conheci o A. que uma pessoa falou que eu poderia pegar uma carona com ele que era uma benção.
Começamos a namorar, no dia do nosso batismo. Eu tinha que sair de férias e para eu não ir sozinha, ele foi comigo. Demonstrava muito desiquilíbrio emocional. Quando eu voltei de viagem, tinha certeza que estava grávida e depois foi confirmado.
Muitos falavam que estava em pecado e por isso tanta confusão. Pensei que se era tão pecado assim, o melhor seria abortar o pecado mas falavam que não era bem assim...
Meu pai com meu tio começaram a me pressionar para tirar e eu resolvi morar com o A. porque tinha decidido ter o bebê.
Tive meu único filho, com 28 anos.
Mudamos de igreja e um diácono ficou pressionando para que casássemos no papel porque o A. queria ser obreiro e não podia se não legalizássemos nossa união. Na época, tive que tirar dinheiro emprestado do cartão de crédito (o diácono aproveito e pegou um valor emprestado que até me esqueci quanto foi e nunca me devolveu) para poder pagar o casamento. Eu queria depois se tudo desse certo porque estava tudo errado.
Casei por livre e espontânea pressão e foi só assinar o papel pra ele me trair, me humilhar, me espancar, ameaçar, etc.
Eu procurava pessoas de Deus para me aconselhar e era sempre para orar que Deus ia mudá-lo mas isso nunca aconteceu, pelo menos comigo.
Me divorciei por não aguentar mais ser traída (me passou até doença venérea), ser maltratada de todas a formas.

Por isso me divorciei.


Terceiro casamento: 39 anos. No papel um ano mas de verdade nunca houve.

Meu pai havia morrido além de um ex namorado ter ido embora com outra (o que era normal, ele sempre ficava com outra e voltava mas fui procurar ajuda pra não voltar mais quando ele me procurasse) e fiquei muito mal. Precisei até de tratamento.

Precisava de um tempo sozinha, comigo e Deus mas apareceu um vizinho se mostrando super bonzinho, atencioso e acabei vendo algo que não existia.
O levei para igreja e chegou até se batizar mas tudo uma mentira.
Após uns 9 meses, pleno Ano Novo, teve um surto de estupidez e baixaria. Depois fico chorando e pedindo desculpas e todos me falavam o quanto ele era uma pessoa boa.
Minha psicologa falava de tudo para eu ficar com ele que era uma ótima pessoa. Minha mãe também.
Nessa época, iniciei um grupo de estudos bíblicos, na casa de uma colega de faculdade e todos falavam o quanto ele era bonzinho e gostava de mim, mesmo sendo muito feio.
Eu não via tanta feiura nele porque parecia ser bonzinho.
Nuca o amei, nunca fui apaixonada mas como já tinha errado, pensei que as pessoas viam algo que não via nele.
Começaram a pressionar sobre casamento mas eu ainda gostava do meu ex namorado e não estava bem e acabei casando, sem sentir nada, só amizade por tanta decepção.

O cara nunca ajudou a manter a casa, nunca agiu como casado, nem levar as coisas dele levou. Ainda era grosseiro direto, do nada, tratava mal meu filho que foi o pior e tinha ciúmes doentio mesmo, de achar que se eu estava com amiga, estava fazendo algo com a amiga.
Era uma pessoa podre, suja de pensamentos. Sem higiene e cuidados pessoais, modos, sem educação e por último além de me ofender direto, fechou com chave de ouro...pensando em incesto, eu e meu filho...ai surtei...que nojo dele...aff...
Durou alguns meses porque outras pessoas de outra igreja me obrigaram a ficar casada de qualquer jeito e amá-lo a força.
Cheguei a quase me matar de tanta raiva de escutar uma nojeiras dessas com a pessoa que mais amava na vida; meu filho.
Mecha comigo mas não mecha com meu filho...mãe que é mãe pensa assim.

Divorcie correndo e fui até festejar para desfazer a m...que eu fiz...



Quarto casamento:

Eu o conheci através de uma amigo em comum. Antes de nos conhecermos pessoalmente, falamos 8 horas no telefone. Nos conhecemos e não nos desgrudamos mais. Comecei a levá-lo na igreja pois já conhecia a Palavra.
Com o passar do tempo, Deus começou a me usar de diversas formas e pedi para trabalhar na igreja. Vieram em casa fazer cultos e me falaram que para eu ser levantada a diaconisa precisava regularizar minha situação com o meu namorado.
No final, casamos. Foi lindo, as pessoa ajudaram em tudo mas não durou de novo.
Antes e depois do casamento, o problema dele era dormir fora sem avisar, sem saber onde ele esta, com quem, nada.
E, continuou assim: 2º dia de casamento, 1º dia dos namorados juntos e nunca parou.
Na primeira semana de casamento, ele me contou que o problema dele era o “craque”.
O levei numa clínica para fazer tratamento, em maio/2013, após uma semana de casada.
Nada mudou e foi passando o tempo, uma ou duas vezes por semana dormindo fora e avisei a mãe dele, ele e o pastor que a próxima vez que dormisse fora, iria levar todos as coisas dele de volta pra a casa da mãe do mesmo. Falei isso no domingo, na terça-feira, já foi dormir fora. O que eu fiz?
Cumpri minha palavra: dia 19 de setembro de 2012, levei todas coisas dele de volta.
Ele passou 2 meses me xingando e ofendendo. Ligava só para isso.
Em dezembro/2012, voltamos a namorar pois minha mãe havia falecido.
Estamos em março/2013 e a mesma história continua.
A esperança de que Deus possa tocá-lo e ele mudar.
Mas se Deus não quiser ou ele, nada adiantará. O que acontece é que eu tenho que mudar e dar um basta de novo pois não acredito em mais nada.

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