sexta-feira, 4 de maio de 2012

AMOR DE MÃE DE VERDADE...


Vivemos num mundo onde mães abandonam seus filhos outras rejeitam a vida inteira que ao meu ver não deveriam ser chamadas de mãe.
Vejo vários relatos de dificuldades de relacionamentos entre mães e filhos mas as verdadeiras mães nunca deixa de amá-los.
Penso que o amor da mãe de verdade é o que chega mais perto do amor de Deus pois aceita o filho do jeito que é, o ama gratuitamente e indiferente do que aconteça e o quanto tempo passe.
Eu amei meu filho desde a primeira vez que o vi, no Hospital.
Foi um amor jamais experimentado e talvez sinta se um dia tiver outro...pouco improvável.
É um amor que chega a doer. Como assim?
Quando tinha que deixá-lo de castigo quando pequeno ou dar uma bronca séria, tinha que sair de perto de tanto que me doía e muitas vezes, chorava escondido.
Quando sentia dor ou ficava doente, sofria junto, chorava junto e ficava perto o tempo todo.
Uma vez pedi para ficar doente no lugar dele e Deus me ouviu.
Quando por algum motivo suas lágrimas escorriam por sua face, parecia entrar uma faca invisível em meu peito pois a dor dele era minha dor.
Minha família sempre foi ele pois tenho parentes, amigos mas não família.
Cada vitória dele ou sorriso mas fazia sorrir por dentro. Sua alegria me satisfazia.
Conforme foi crescendo, já não queria agrados na frente dos amigos de escola, muito menos que eu falasse como bebê com ele...rs.
Uma vez, esqueci e ele ficou super envergonhado...
Sempre achei ele lindo mesmo com fases boas ou ruins e proibi que falasse coisas contra si mesmo, se depressiando pois eu o amava de qualquer jeito e não tinha motivos para isso.
Tentava ser dura, ainda mais com lição e quando vinha reclamação da escola, tentei adaptar coisas que vi num programa para educar crianças mas no fundo, sempre fui mole.
Nunca brigamos e nunca deixei ele me desrespeitar mas quando dava bronca, passava alguns minutos e já estávamos nos abraçando e dizendo o quanto nos amávamos.
Tentei dar o meu melhor e o meu tudo mas sou humana, sujeita a falhas e defeitos...tentei.
Dei todo meu amor, toda minha paciência e tempo para meu filho.
Uma vez, fui chamada na escola pois achavam que ele apresentava problemas por falta de atenção e chamaram uma psicóloga e depois de duas sessões, foi descoberto que era excesso de atenção e o sufocava...vai entender: se dá pouco é ruim, se dá muito é ruim...complicado.
Tenho um caderno, uma espécie de diário contando acontecimentos do seu desenvolvimento e curiosidades. Tenho muitas fotos de todas as fases e todas festas de aniversários...a maioria eu que fazia o bolo, só sabia fazer o de prestígio de festa mas era gostoso.

Minha preocupação sempre foi em vê-lo feliz e pela falta que outras pessoas faziam na vida dele, tentava suprir, sempre dizendo o quando eu o amava e ele era importante pra mim.
Amava seu cheirinho mas pezinho ficou grande demais...rs.
Não era mais meu bebezinho, não cabia no meu colo mas nunca consegui vê-lo como um homem e ainda não é, é adolescente apesar de 1,80cm.

Quando se ama, ama tudo, as chatices, os defeitos, o mau humor, etc.
Quando sentimos falta do nosso filho sentimos de tudo: da bagunça, de chamar a atenção quando algo esta errado, de ficar alertando para o frio, banho, comida, etc.

Eu sempre amei e amo meu filho indiferente do que ele sinta, fale, pense, é um amor incondicional.
Amei minha mãezona que era minha avó que já partiu e hoje, amo meu filho que foi o presente que Deus me deu...lindo. Obrigada, Senhor. Te amo Pedro.

Será dia das mãe e ele nasceu no dia das mãe, esse foi meu presente...meu filho.

2 comentários:

  1. Kátia é lindo o seu amor pelo seu filho. Desejo que Deus esteja sempre presente na vida de vocês e que nada nesse mundo abale esse amor.
    Feliz dia das mães.

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  2. Obrigada. Deus te abençoe.

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VOU FICAR MUITO CONTENTE SE VOCÊ DER UM POUCO DO SEU TEMPO PARA ME DEIXAR UM RECADINHO,OBRIGADA. DEUS O ABENÇOE.